sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Militar que matou Bin Laden revela identidade

O ex-integrante dos Navy SEAL dos Estados Unidos Robert O'Neill, de 38 anos, que serviu no Iraque e no Afeganistão, revelou ser o autor do disparo que matou o então chefe da rede Al-Qaeda, Osama bin Laden. O'Neill contou ao jornal americano "The Washington Post" que foi ele que atirou em Bin Laden, em seu esconderijo de Abbottabad, no Paquistão. O ex-membro do comando de elite da Marinha americana planejava divulgar sua identidade na próxima semana na televisão, mas decidiu antecipar a notícia, depois do vazamento na Internet. Ele contou ao jornal que, durante a operação contra Bin Laden em 2011, era o segundo na posição de ataque. Quando o líder da Al-Qaeda apareceu, seu companheiro na linha de frente errou o tiro. Bin Laden estava ali parado, com as mãos nos ombros de uma mulher, e a empurrava para frente", relatou O'Neill. Apesar da escuridão do quarto, ele conseguiu ver claramente o rosto de Bin Laden com a mira de visão noturna e atirou. Teve certeza de que estava morto, ao ver seu crânio partido. Durante muito tempo, o ex-Navy SEAL ficou em dúvida sobre tornar pública sua identidade, que já era conhecida em altos círculos militares, membros do Congresso e pelo menos dois meios de comunicação. Um encontro com os familiares das vítimas dos atentados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center de Nova York, em 2011, acabou por convencê-lo de que deveria contar a operação ao mundo. "Os familiares me disseram que isso os ajudou, de alguma maneira, a ter um desfecho", explicou O'Neill ao "Post". Sua história será transmitida em 11 e 12 de novembro no canal Fox News, com o título "O homem que matou Osama bin Laden". A decisão de revelar sua identidade recebeu críticas de alguns de seus colegas de profissão. No final de outubro, o comando dos SEAL escreveu uma carta, lamentando a decisão de quebrar um "princípio fundamental" da força: "não anuncio a natureza do meu trabalho, nem busco reconhecimento por minhas ações". O'Neill havia completado 15 anos de serviço quando participou da operação contra Bin Laden. Em 2009, fez parte de uma missão para resgatar o capitão de um navio sequestrado por piratas somalis. A história virou filme, "Capitão Phillips" (2013), protagonizado por Tom Hanks

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